Postagens

Desafio de escrita - março - Batom Vermelho

Ahoi! Aqui, nas areias do pequeno porto, onde reside meu farol - sobrevivendo bravamente às intempéries -,  apareceu uma mensagem em garrafa, era um convite para um aniversário e para o terceiro texto do desafio de escrita! Provavelmente o tema desse mês foi o menos aleatório, por se tratar do mês do meu próprio aniversário (parabéns pra mim ehhh). Resolvi escrever uma pequena peça, inspirada em uma música da diva-musa-rainha-do-pop-e-do-meu-coração Taylor Swift. A música em questão é The Moment I Knew, que já me consolou em aniversários passados... Pois é, nem sempre a pessoa que queremos está lá por nós, mas a Tay sempre está! Bem, sem mais delongas, se você tiver interesse em dar uma olhadinha na peça é só clicar aqui em >>>> Batom Vermelho <<<< como está formatado em roteiro (com o programa Celtx que eu já mencionei em outras postagens), este botão vai te encaminhar para um PDF maroto, não tem nem 10 páginas, não vou tomar muito do seu tempo, prom...

Desafio escrita - fevereiro (atrasado) - Até a derradeira

 Até a derradeira (Sempre até a derradeira) Eu não me lembro mais da voz dela, mesmo que eu escutasse todos os dias. Minha memória tem dessas, é como uma peneira, toda a areia escoa. A altura. A risada. Os trejeitos. Um a um os grãos de areia caem, levantam poeira e deixam tudo borrado, o relance de um olhar... Um gesto... Eu não me lembro da cor exata, nem do ângulo certo. Agoniada com todos os furos na lembrança, sacudo a cabeça, como se assim fosse sacudir a peneira, jogando longe as conversas de horas a fio, as piadas bobas, os devaneios filosóficos, tirando tudo rapidamente de mim. Até não sobrar nem o nome dela. E é uma bênção esquecê-la - eu penso. E penso isso de novo e de novo e de novo, já sem o ímpeto de uma certeza, apenas para tentar me convencer.  É uma bênção esquecê-la. É uma bênção esquecê-la. É uma bênção esquecê-la. É uma bênção esquecê-la. É uma bênção esquecê-la. É uma bênção esquecê-la. É uma bênção esquecê-la. É uma bênção esquecê-la. É uma bênção esquec...

Desafio escrita - Janeiro - Take me to the rooftop

Hey, ya!  No final do ano passado eu propus um desafio de escrita no instagram, coloquei vários temas aleatórios, um por mês, e defini que no último sábado de cada mês seria a postagem dos textos. O tema de janeiro era: inspirado em música. E depois de muito pensar eu escolhi listen before i go da Billie Eilish . Segue abaixo o texto e depois uma pequena explicação.   Take me to the rooftop (Me leve para o telhado) Tenho esse sonho recorrente, em que estou subindo escadas. Dez degraus, curva, dez degraus, próximo andar, dez degraus, curva… Deve ser um prédio bem alto. Sempre um pouco antes de acordar, as cores começam a desbotar, então eu hesito, esfrego os olhos, e quanto mais eu esfrego mais a minha visão perde a cor, e logo tudo começa a embaçar - é nesse ponto que meu coração acelera, e eu volto a subir as escadas, dessa vez correndo. Em cada novo degrau, eu vejo meu pé borbulhando até se transformar em outro pé, e então isso passa para as minhas pernas. Engasgo de pânico...

O que o mar revolto traz: poesia

Ressaca.  Por si só é uma  palavra pesada, daquelas que cada sílaba tem um gosto ruim. A ressaca produz ondas tão altas que quando se quebram, cobrem o farol. Não dá para ver a luz quando o mar cospe sal para tudo que é canto...  E não tem muito o que fazer, não existe um Engov marítimo, né?! Tem que esperar passar (risos de pânico). Quando eu tenho ressacas na minha alma, eu choro em palavras. E quando o choro é muito amargo, a prosa não o sustenta, então a poesia vem ao resgate... Esses dois poemas abaixo vieram de situações parecidas, e acho que se comunicam (já adianto que poesia nunca foi meu forte). Um poema escarlate Hemingway temia que as palavras perdessem o gume, então as cortava.  Eu não as corto (mas devia), tampouco me corto (mas queria). Será que é por isso que não me chamam de escritora? Deve ser por isso que dizem que estou bem. É só falta do que fazer. Se eu tivesse marcas, Ou se minha obra fosse mais editada... Melhor, se a minha borda... Ah, enfim....

Pontapé inicial: Dominadores

Imagem
     Gosto de acreditar que começos são tortos, confusos e opacos. E, mesmo assim, são tão únicos que se tornam bonitos. E para ser o pontapé inicial desta nova jornada, a história escolhida foi Dominadores. Esta história está comigo há mais de dez anos, e teve, basicamente, três versões. Já passou por todas as fases de ser torta, confusa e opaca - ela cresceu e me ajudou a crescer. Acho que está mais do que na hora de tirá-la da gaveta, não?! Está bem espanada e sem poeira, juro!      Bem, do que se trata Dominadores afinal? Narra a vida de Natasha, uma garota reclamona, que vê seu mundo virar de cabeça para baixo ao passar as férias na casa de uma tia, no Paraty. Lá ela conhece um estranho rapaz que sempre usa uma capa (ainda mais estranha). Então a protagonista acaba sendo levada a colocar a bendita capa (e nem era a coisa sensata de se fazer, mas ela faz).  Paraty - Rio de Janeiro. Fonte: Catraca Livre     Ela não sabia que a capa era mág...